Augmented Age

Chegamos à quarta revolução industrial, já não é mais ficção ou loucura falarmos de robôs que conversam entre si, carros que dirigem sozinhos e realidades virtuais. Tudo aquilo que víamos nos filmes e nos contos futuristas está acontecendo e algumas coisas sendo até superadas.

Qual impacto disso em nossas vidas? Assim como os mais pessimistas apontam, vamos todos ser substituídos por máquinas e inteligências artificiais? A Skynet vai tomar conta de tudo e exterminar os humanos? Ou a Matrix vai ser a única realidade que conhecemos? Segundo Elon Musk há uma chance em um bilhão de não estarmos vivendo em uma realidade virtual. Mas de forma prática não devemos temer se agirmos a tempo.

 Ainda falando sobre revolução industrial, a primeira delas foi marcada pelas máquinas a vapor que otimizaram os meios de trabalho, mudaram a economia, foram responsáveis pelo êxodo rural e também por aumentar a população mundial, como qualquer grande mudança trouxe inovações que a curto, médio e longo prazo transformaram como as pessoas se relacionavam com o trabalho. Esse é um exemplo de grandeza de uma revolução que em seu período mudou a história do mundo e as relações de trabalho daquele momento, extinguindo profissões e exigindo novos profissionais. Apesar de sua importância e a julgar pelo nome, essa não foi a primeira revolução de fato, outras grandes invenções na história já alavancaram os patamares e transformaram o mundo que vivemos. Quer um exemplo, a própria invenção da roda, as relações de trabalho mudaram com sua chegada, foi a porta de entrada para a criação de veículos, máquinas, ferramentas. Alterou como as coisas eram feitas! Quem perdeu espaço com esta transformação?

Quero demostrar que toda evolução quebra paradigmas e muda relações, devemos ter isso em mente nos dias de hoje, vivemos em um mundo em constante mudança onde a velocidade de transformação é extremamente acelerada. 

As mudanças acontecem o tempo todo, pode parecer que não, ou muita gente gostaria que não, mas a transformação é natural na vida de todos. Me usando como exemplo, algumas posições que já tive foram substituídas ou estão concorrendo (e perdendo feio) com novas tecnologias e/ou processos. Há alguns anos atrás trabalhei como assistente administrativo em uma consultoria de seguros, era digitador de fichas cadastrais, fazia controle de reembolsos de consultas médicas e enviava faturas para seus devidos clientes, atividades substituídas por plataformas web que deram autonomia para o cliente se resolver sem a dependência de uma pessoa como meio, ou seja, as ferramentas de Customer Service extinguiram algumas funções dentro das empresas. 

Onde estamos hoje?

Hoje vivemos a rapidez do avanço tecnológico, e ele mostra exemplos práticos que nada será perdoado em detrimento do progresso, alguns avanços inclusive superando recentes avanços, como por exemplo o Blu-Ray, poderoso disco de alta definição que foi criado em 2006, e um ano depois o serviço de Streaming de vídeo começou a se popularizar e iniciou a decadência desta nova mídia. O avanço vem e cobra uma taxa extremamente alta, embora também os benefícios sejam inquestionáveis. Não é só quantidade de dados que ficou maior e mais flexível com a nova tecnologia, mas a infraestrutura que permeia e da condições para tudo isso funcionar, como por exemplo a melhora no processamento de dados e até mesmo a transmissão de sinal em tempo real cada vez com mais qualidade, tudo isso são benefícios que nos servimos e nos reconfortamos com a extinção de algumas coisas. 

O que faz as mudanças e extinções serem tão questionadas nos dias de hoje é a velocidade que as coisas se transformam, cada vez mais o salto acontece em um curto espaço de tempo, e não é para menos, os investimentos estão aumentando, as metodologias ficando mais eficientes, e a diversificação dos mercados e âmbitos cada vez mais vastos, é isso o que está chamando a atenção de muita gente, porque em pouquíssimo tempo podemos presenciar a extinção, ou quase, de centenas de profissões: motoristas, recepcionistas, secretárias, professores, Call Centers, entre outros, toda área mais operacional corre risco.

E o que eu fiz para me manter no mercado mesmo tendo minhas antigas profissões substituídas? Simples, abracei o futuro e me dei a oportunidade de continuar aprendendo e evoluindo, na linha do que a professora Martha Gabriel, expert em tecnologia diz “Para não ser substituído por um robô, não seja um robô“, fatalmente esta frase se confirma em exemplos como os da fábrica da Apple ou do Centro de Distribuição da Amazon que já investem milhões para reduzir a mão de obra humana visando reduzir custos e aumentar eficiência. E isso levanta perguntas como: “Isso é ético?” ou “Deixaremos de evoluir para manter empregos?” e as respostas para estas perguntas deveria ser “Não”. Embora a pergunta que temos que começar a fazer e logo é: “Como podemos evoluir de forma humanamente gradual e sustentável?” E o objetivo aqui não é criar um movimento ou mesmo mudar o mundo, mas sim de provocar uma chamada de atenção no mindset dos agentes da mudança para levarem em consideração as questões humanas, já que tudo isso é um caminho sem volta. 

Quais os próximos passos?

O futuro parece tentador e ao mesmo tempo assustador, e para onde e como as coisas deveriam ir? Como deveríamos então colocar nas pautas de discussões estes temas que deveriam se chamar Sustentabilidade da Evolução para que nós não sejamos surpreendidos por nenhuma singularidade? Para começar, uma coisa que temos que aprender a analisar e a calcular é o Futuro das Coisas, ou seja, as inúmeras discussões e oportunidades a respeito dos modelos atuais e o que podem acontecer. Por exemplo, temos hoje uma batalha incrível da concorrência EAD e ensino presencial, ao mesmo tempo que existem sites incríveis com metodologias arrasadoras de ensinos, instituições apostam no contato humano, argumentando que a empatia ajuda na divisão do conhecimento, quando na verdade, há uma questão implícita sobre o ensino, os devices estão cada vez mais potentes e as informações estão mais facilmente acessíveis, será que necessitaremos destes tipos de ensino no futuro? Já ouviram falar em Implante de Chip? Ou mesmo com seu smartphone, chegará um dia que os assistentes estarão tão potentes que eles serão nossos tutores desde a infância. Existem estudos que dizem que crianças pode fazer até 500 perguntas por dia, imagine que os assistentes são altamente interativos, e não se cansam. E isso liga um alerta para outra questão importante: será que os atuais sistemas de ensino, ao invés de coibir, não devem aceitar e até incentivar crianças de como lidar com os devices e tecnologias? Afinal são as ferramentas do futuro (nem tão futuro assim), escolas que evitam ou proíbem celulares estão privando as crianças de aprenderem desde cedo a usar tecnologia a seu favor, de saberem que elas não necessariamente precisam decorar tudo, mas que elas tem que ser curiosas e saberem como resolver questões, os dados virão de outro lugar, ou seja, que deixem o cérebro otimizado para resolver as questões e não decorarem um monte de dados. 

Só para finalizar os exemplos sobre Futuros das Coisas, será que precisaremos de grandes fábricas com suas largas produções? Imagine um drone que pode imprimir um produto em 3D que em questão de minutos após ter recebido um pedido online pode te entregar uma peça sob medida em qualquer lugar. Você acha absurdo uma ideia assim?

Outro ponto que trago aqui é o conceito de Augmented age, a era que as coisas extrapolam suas funções básicas, ou seja, a inteligência que pode conter em todas as coisas. Vivemos em uma realidade que basta ter um relógio que mede os batimentos cardíacos e quando conectado pode dizer para você se esta na hora de tirar uma pausa ou visitar seu médico. Ou mesmo joguinhos para identificar qual personagem de filme você é se tornam uma ferramenta de caracterização tão importante que podem influenciar uma eleição de um presidente. A era agora não é (só) da informação, mas da Ação, a inteligência é artificial, a realidade é aumentada e a internet está nas coisas. Lembro como se fosse ontem que em meados de 2007 eu li um artigo falando sobre a era da informação, todo mundo iria produzir o seu próprio conteúdo, e que a grande missão era saber o que fazer dali em diante, ou seja, como lidar com todo esse conteúdo produzido. A Era da Informação deixou como legado de aprendizado valiosíssimo, dados são o combustível para fazer qualquer coisa no novo mundo. Aterrissamos no futuro, já se deu conta?

O que fazer diante disso tudo? Porque se sentar em um degrau da escada de incêndio com as mãos sob a cabeça chorando e movendo o corpo de trás para frente não é a resposta. A saída para esta pergunta está em uma questão simples e quem nem sempre é justa, os tempos mudaram, o conhecimento não é mais finito, por mais que a máxima “Somos iguais aos nossos pais” seja poética, não temos mais os “privilégios” que eles tiveram, a velha receita de bolo de terminar o colégio e fazer uma faculdade e daí pensar que todos os problemas estão resolvidos não funciona mais. Para falar a verdade, até fazer uma faculdade já está sendo questionado, ainda precisa mesmo?

Mas o que eu quero dizer aqui é que ficar parado não combina mais com o mundo da transformação, agora é trabalhar o lado entusiasta, o lado curioso e mudar com o mundo, ajudar a transformá-lo, e para isso ser possível a boa e velha resiliência cada vez mais dirá como nos adaptarmos às mudanças, basta abraçarmos o futuro e aproveitarmos ao máximo do que ele nos oferece, vamos para cima!

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