O Custo da Covardia

Quanto você ganha por hora? Quantas calorias você gasta em um treino? Quanta experiência você acumula em um estudo?

Don Reinertsen cunhou um termo chamado “O Custo do Atraso”, um conceito para os tomadores de decisões corporativas, cada vez que se opta em não fazer algo, esse algo tem um custo. Ou seja, eu poderia investir em automatizar o processo de venda manual, mas o processo já funciona tão bem hoje que não vou gastar dinheiro com isso. Porém, se colocarmos em um cálculo o investimento da automatização versus o custo a longo prazo, veremos que esta “não economia” (e ai podemos acrescer juros não é verdade?) pode ser considerada prejuízo. Entendem? Muitas vezes é difícil enxergar esta oportunidade, pois o processo vem mascarado de um bom resultado. Então o efeito postergar tem um custo. Mas será que ele é sempre aplicado aos processos de Business, ou ele se aplica a nossa vida de modo geral?

Desde o nosso primeiro dia de consciência até o último respiro neste planeta estamos em processo de acumulação, experiências, bens, aprendizados ou simplesmente informações inúteis. Para este último, infelizmente é um processo involuntário, tudo que fazemos é arquivado em nosso HD, o qual carinhosamente chamamos de memória. Você poderá usar ou não o que está lá, tudo vai depender do nível de necessidade que teremos deste “Asset”.

Por esta ótica então, podemos dividir o tempo que gastamos na terra em duas coisas, as que me servem, e as que não. E em um processo binário, se as coisas tivessem o mínimo de clareza para tomarmos esta decisão previamente a vida seria muito mais fácil. Mas quem disse que as coisas seriam fáceis?

A verdade nua e crua é que não são nada fáceis, por mais informações e experiências que acumulamos, os cenários ainda são turvos e as coisas que enfrentamos são incertas, e se queremos alcançar um resultado, temos que confiar na inexatidão e dedicar o esforço necessário para chegarmos lá.

Porém, sendo bem prático e direto aqui: “Como algo como a incerteza que é uma constante na natureza humana ainda consegue tirar a coragem de tanta gente?” Sim, tirar a coragem, ou acovardar, chame como preferir. Vejo muitas pessoas hoje sem confiança que podem enfrentar um problema, jogam no fácil, vão sempre na fonte onde tem a água, sem mesmo pensar se esta água pode acabar um dia. É o velho conto do “Quem mexeu no meu queijo?”(Spencer Johnson).

Então, o que este custo da covardia pode estar prejudicando? O que este custo da não tomada de riscos, busca da mudança e otimismo frente ao desconhecido pode nos privar? Na vida e nos negócios, a gente esquece que as vezes precisamos fazer coisas que vão parecer ter um resultado pequeno, mas se eles estiverem sendo aplicados naquele processo das informações úteis, ou chamemos de investimentos eficientes para ficar mais bonito, isso será sempre reaproveitado em momentos oportunos.

Então, eu poderia resumir este texto parafraseando, mesmo que chulamente, um grande amigo: “No mundo existem os bundões, e existem os que tem histórias para contar”. Então sendo no processo de Inovação de todos os dias, ou mesmo neste imenso empreendimento que você chama de Vida, calcule neste exato momento o CUSTO do medo da mudança.

E para finalizar, seus resultados serão diretamente proporcionais aos risco que você correr.

Créditos ao amigo: Nilson Filho

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *